quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O PROBLEMA ECONÔMICO FUNDAMENTAL

1. ECONOMIA (DEFINIÇÃO)
→ Ciência Social que estuda a produção, a circulação e o consumo dos bens e serviços que são utilizados para satisfazer as necessidades humanas, buscando evitar a escassez dos mesmos.
→ Não se trata de uma ciência exata, mas que se utiliza de tal ferramenta para demonstrar e comprovar suas teorias, bem como sinalizar mecanismos de solução para o problema da escassez.
→ Analisa, então, a relação que os homens têm entre si na produção dos bens e serviços necessários à satisfação dos desejos e aspirações da sociedade.
2. O PROBLEMA ECONÔMICO FUNDAMENTAL
→ O ser humano, por natureza, nunca está satisfeito com o que possui e sempre deseja mais (evidências da vida em sociedade e do sentimento de “individualismo/egoísmo” dos indivíduos) – o que torna as necessidades humanas infinitas (em número de necessidades) e ilimitadas (em quantidades de bens que suprem sua necessidade).
→ fatos que levam à primeira vidência ao problema econômico fundamental: a NECESSIDADE
→ Para suprir as necessidades humanas se faz necessário produzir bens através da utilização dos fatores de produção (Terra, Capital e Trabalho) para efetuar a fabricação de bens e serviços
TERRA: extensão de terra produzível além dos demais recursos naturais (matérias-primas)
CAPITAL: o capital para investimento ou inversão além das quantidades de equipamentos e máquina existentes
TRABALHO: o volume de mão-de-obra disponível na sociedade para o trabalho
→ tais recursos são finitos (em extensão) e limitados (em quantidade)
→ SITUAÇÃO QUE LEVA AO PROBLEMA ECONÔMICO FUNDAMENTAL
→ Os desejos e as necessidades da sociedade são ILIMITADOS e os recursos para à sua produção (de bens e serviços) que podem atendê-los são LIMITADOS
→ POR MAIS RICA QUE SEJA A SOCIEDADE OS FATORES DE PRODUÇÃO SERÃO SEMPRE ESCASSOS PARA EFETIVAR A FABRICAÇÃO DE TODOS OS BENS E SERVIÇOS QUE ESSA MESMA SOCIEDADE DESEJA
Tópico 03 – ECON: PARTE II – O Problema Econômico Fundamental Página 2
→ nesse sentido a sociedade tem que escolher quais os bens e serviços devem ser produzidos, bem como os consumidores devem escolher entre quais bens deve consumir
→ O PROBLEMA ECONÔMICO FUNDAMENTAL, ENTÃO, SE APRESENTA ATRAVÉS DA ESCASSEZ, E A BUSCA DO EQUILÍBRO DOS MERCADOS ATRAVÉS DA “ESCOLHA ÓTIMA” ENTRE AS QUANTIDADES DEMANDADAS E AS QUANTIDADES QUE PODEM SER OFERTADAS.
A economia então pode ser considerada, também, como a CIÊNCIA QUE ESTUDA A ESCASSEZ ou que estudo o USO DOS RECURSOS ESCASSOS NA PRODUÇÃO DE BENS ALTERNATIVOS (substitutos perfeitos ou similares).
3. ATIVIDADE ECONÔMICA
→ Atividade econômica é a aplicação do esforço humano visando obter, por meio de bens ou de esforços de troca (comércio), a satisfação das necessidades
É A OBTENÇÃO E O EMPREGO DAS COISAS E DOS SERVIÇOS ÚTEIS DE QUE O HOMEM PRECISA PARA SATISFAZER AS SUAS NECESSIDADES: MATERIAIS, IMATERIAIS
TODA ATIVIDADE QUE LEVE À SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES INDIVIDUAIS OU COLETIVAS
→ Todo o esforço humano voltado à obtenção da maximização da necessidade se reflete numa atividade econômica e esta, por estar relacionada a um processo de trabalho (na produção dos bens necessários), se identifica com o processo de produção do bem (o trabalho) → visando possibilitar os meios para que a necessidades sejam satisfeitas
Atividade econômica = Trabalho
NECESSIDADE → ESFORÇO → SATISFAÇÃO
- a atividade econômica é essencialmente social por se tratar de ações que se desenvolvem em sociedade
4. NECESSIDADES ECONÔMICAS
→ O homem, ao praticar uma atividade econômica, é impelido por suas necessidades, passando, então, a objetivar a obtenção de coisas úteis que possam satisfazê-las (o desejo de obter coisas ou serviços)
→ Ao sentir necessidades o indivíduo é impelido a buscar alcançar a maximização de seu prazer. Toda necessidade, mesmo não sendo diretamente econômica, apresentará um viés econômico para suprí-la
EX:
- a necessidade de se alimentar, exige a aquisição do alimento (consumo)
- a necessidade do esportista profissional em escalar o Monte Everest (necessidade profissional) implica na necessidade de patrocínio (capital)
Tópico 03 – ECON: PARTE II – O Problema Econômico Fundamental Página 3
- a necessidade do esportista (não-profissional) em escalar o Monte Everest (necessidade pessoal de diversão/aventura) implica na necessidade, inicial, de se deslocar até o Monte, a necessidade de investimento (pessoal) em passagens, alimentação etc (capital)
- a necessidade de ir à igreja (necessidade psíquica), origina a necessidade da compra da Bíblia, da roupa adequada, às vezes a necessidade do transporte
→ Toda necessidade é o ponto de partida de toda a prática econômica
O ELEMENTO HUMANO, COMO SER VIVENTE QUE É, ESTÁ EM CONSTANTE DEPENDÊNCIA DO MUNDO EXTERIOR, QUER PARA CONSERVAR SUA VIDA, COMO PARA ELEVAR-LHE O NÍVEL. OS ELEMENTOS NECESSÁRIOS À SUA SOBREVIVÊNCIA, DESENVOLVIMENTO E CONSECUÇÃO DOS SEUS FINS SÃO-LHE FORNECIDOS PELO MEIO EXTERNO → AS FORMAS DE ALCANCE, DIRETA OU INDIRETAMENTE, SE RELACIONARÁ COM UMA ATIVIDADE ECONÔMICA
A NECESSIDADE ECONÔMICA COMPREENDE TODOS OS TIPOS DE DESEJOS, PORQUE PARA SATISFAZÊ-LOS, OS HOMENS SE LANÇAM À ATIVIDADE ECONÔMICA – À ATIVIDADE QUE PRODUZ AS COISAS E OS SERVIÇOS QUE SATISFAZEM ESSES DESEJOS, OU QUE LHES DÁ OS MEIOS DE ADQUIRIR ESSES BENS
5. ESPÉCIES DE NECESSIDADES
→ Dentre os diversos tipos de necessidades, podem surgir algumas espécies específicas
- NECESSIDADES NATURAIS OU FISIOLÓGICAS – as inerentes ao ser humano (se alimentar, se higienizar)
- NECESSIDADES ARTIFICIAIS – originadas no “desejo do ter” – quando o objeto do desejo não expressa necessidade à vida (luxo, riqueza, ostentação)
- NECESSIDADES FÍSICAS – que acompanham as necessidades naturais
- NECESSIDADES PSÍQUICAS – que acompanham a satisfação de um “pedido” psíquico – ir à igreja, ir à escola etc
6. CARACTERÍSTICAS DAS NECESSIDADES
→ Os indivíduos convivem com diversas formas de necessidades simultaneamente. Mal satisfaz uma e já se sente a necessidade da satisfazer outra
- NECESSIDADES PRIMÁRIAS – geralmente representam as necessidades naturais (do mínimo vital), por isso, tendem a ser, simultaneamente, limitadas em número, complementares e, muitas vezes não concorrentes
- NECESSIDADES SECUNDÁRIAS – representadas, muitas vezes, por necessidades artificiais (de conforto e luxo), por assim ser, são ilimitadas e, geralmente, complementares
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→ Sendo assim, as necessidades podem ser classificadas em
- NECESSIDADES ILIMITADAS EM NÚMERO – os indivíduos apresentam múltiplas necessidades ao mesmo tempo
- NECESSIDADES LIMITADAS EM CAPACIDADE – embora existam necessidades simultâneas, as quantidades produzidas suficientes para suprí-las são limitadas.
- NECESSIDADES MATERIAIS – a satisfação é obtida através do uso de coisas
- NECESSIDADES IMATERIAIS – a satisfação é obtida através dos diversos serviços disponíveis e que são prestados pelos indivíduos, uns aos outros (maximização do prazer)
- NECESSIDADES INDIVIDUAIS – experimentadas por cada indivíduo
- NECESSIDADES COLETIVAS – surgem pelo fato dos homens viverem em grupos (necessidades familiares; necessidades públicas
- NECESSIDADES CONCORRENTES – quando a satisfação de uma implica na abdicação da satisfação de outra (ir a uma festa e ir trabalhar)
- NECESSIDADES COMPLEMENTARES – podem ser executadas ao mesmo tempo (comer e beber)
7. BENS ECONÔMICOS
→ são aqueles que, em sentido econômico, representa “utilidade” ao indivíduo. São relativamente escassos (limitados), suscetíveis de posse e que servem, direta ou indiretamente, para a satisfação das necessidades humanas individuais ou coletivas – e para sua produção ou aquisição dependem do dispêndio de energias (trabalho) e capitais para sua formação
→ os bens econômicos podem ser:
- MATERIAIS (físicos/riquezas) – se pode medir, pesar e contar
- IMATERIAIS – serviços
- RIVAIS: o consumo por um ente não permite o consumo por outro entre. Não pode ser consumido por mais de um agente ao mesmo tempo (alimento, roupa)
- NÃO-RIVAIS – pode ser consumido por mais de um ente ao mesmo tempo (televisão, carro, transporte público)
É o conceito fundamental dos bens públicos (segurança, praça..., devem ser capazes de suprir necessidades coletivas ao mesmo tempo)
→ Podem ser ainda:
- BENS DE PRODUÇÃO (de capital ou de investimento): aqueles não utilizados para suprir necessidades individuais, mas aplicados ao processo de transformação (consumo indireto)
- BENS INTERMEDIÁRIOS: geralmente não são consumidos em sua forma “bruta”, mas na composição de outros bens (o petróleo, os minérios)
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- BENS DE CONSUMO: produtos adquiridos pelos consumidores para uso próprio (consumo direto)
NÃO-DURÁVEIS: o inicio e término de seu consumo se dá no mesmo processo (ao mesmo tempo) - alimento
DURÁVEIS: existe uma diferença de tempo entre o inicio e o fim de seu consumo - geladeira
- BENS COMPLEMENTARES: só podem ser usados ou empregados juntos (o pneu e o carro; a caneta e o papel; o computador e o mouse)
- BENS SUBSTITUTOS: substituem bem que cumprem funções semelhantes ou “iguais”
- BENS SUBSTITUTÍVEIS: bens de mesma qualidade ou classe que podem ser trocados uns pelos outros por questões de qualidade entre os bens (gasolina de diversas distribuidoras)
- BENS SUCEDÂNEOS: bens de qualidade inferior que podem substituir bens de qualidade superior devido à questão preço (margarina e manteiga)
8. VALOR
→ O valor implica a relação entre coisas e que se materializa no processo de troca, levando em conta a sua situação de raridade e utilidade
No sentido econômico, o VALOR é sempre resultado de uma comparação seletiva, dependendo, intimamente, das necessidades humanas – relação entre a utilidade e a quantidade do bem no mercado
DEFINE-SE COM A IMPORTÂNCIA, OU ESTIMATIVA, QUE O SUJEITO ATRIBUI ÀS COISAS E SERVIÇOS DE QUE TEM NECESSIDADE
→ VALOR DE USO (ou valor subjetivo, individual) representa a importância atribuída a um bem, de acordo com a apreciação e estima individual
→ VALOR DE TROCA (valor objetivo, social) também representa a importância, mas refere-se à apreciação e estima coletiva
9. A TROCA
→ A troca representa uma compra e uma venda, simultâneas, entre vendedores e compradores, e se realiza num mercado, tendo por medida a moeda e como auxiliares os meios de transporte e de créditos
→ A troca representa uma economia orientada pelo interesse das partes nela intervenientes que oferecem os produtos do seu trabalho em permuta por aqueles de que necessitam e não podem produzir
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→ Com a troca, não é necessário um único indivíduo produzir todos os bens que tem necessidade. Cada um trabalha e produz no seu ramo (os seus produtos), e com seus resultados (a venda) adquire os demais bens, produzidos por outros, de que necessita (a compra)
10. RIQUEZAS ECONÔMICAS
→ É o conjunto das coisas úteis, limitadas e materiais
11. UTILIDADE
→ É a qualidade que têm os bens de corresponder/satisfazer a uma necessidade ou a um desejo humano, podendo ser gratuita, onerosa, específica ou concreta
- gratuita quando resultante de uma disposição da natureza
- onerosa quando necessita de esforços humanos empregados para remover obstáculos impeditivos à satisfação da necessidade
- específica quando se relaciona unicamente às qualidades intrínsecas dos objetos que a contém (como o diamante – o desejo de ter)
- concreta quando se refere à quantidade necessária ao uso da pessoa (necessidade limitada)
→ A utilidade é o elemento essencial na constituição do valor, seguido da raridade do bem
12. FATOS, FENÔMENOS E LEIS ECONÔMICAS
→ fenômenos econômicos
- se refere à atividade econômica em si (curso econômico)
- os processos de produção, circulação, consumo e repartição da produção
→ fatos econômicos
- Fatos socioeconômicos relacionados com a atividade econômica e suas relações com os fenômenos da produção, circulação, consumo e repartição da produção
- trabalho, preço, salário, troca, moeda etc.
→ leis econômicas
- relações que ligam, entre si, os fatos e os fenômenos econômicos
- importante determinar que LEI na economia não significa regras a serem cumpridas, mas RELAÇÔES NECESSÁRIAS entre os fenômenos
- lei da oferta e da demanda, leis da divisão do trabalho, lei da renda, lei da concorrência perfeita etc.
ações humanas → fatos e fenômenos econômicos → leis econômicas
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13. AMBIENTE E CURSO/SISTEMA ECONÔMICO
→ Ambiente econômico é todo aquele “ambiente” onde se executam atividades que prezem pela atividade econômica (geralmente é controlado pelo homem)
EX: local de trabalho; a administração pública etc.
→ Curso/Sistema econômico é a forma como a sociedade está organizada para desenvolver as atividades econômicas de maneira à produção contínua de bens e riquezas, desde o processo de produção, à comercialização (circulação) distribuição (repartição) e o consumo do bem (riqueza).
- Problemas que envolvem o sistema/curso econômico:
→ o que produzir (dentro de um leque de possibilidades – portfólio de investimentos) e em quais quantidades
→ como produzir já que tem que escolher quais e quantos dos fatores produtivos estão disponíveis para a produção
→ para quem produzir já que é necessário saber qual a capacidade que a sua sociedade tem para consumir os produtos (resultados da produção)
EX: a produção do bem; a inovação tecnológica aplicada à produção etc.
- Produção das riquezas (dos bens econômicos)
- como são obtidas ou produzidas as coisas e os serviços úteis
- natureza; trabalho; capital; empresa
- Circulação ou troca desses bens
- como os bens econômicos passam de uma pessoa para outras
- os atos ou mecanismos que possibilitam a circulação das coisas (a demanda; a oferta; os mercados; os preços; o dinheiro; o crédito; os bancos)
- Consumo ou utilização dos bens
- o destino final que é dado às coisas e serviços na satisfação das necessidades humanas
- Repartição ou distribuição do valor social
- como são remunerados todos aqueles que concorreram para a produção (com atividades ou propriedade)
- as rendas (o salário; o lucro; o juro; o aluguel)
- Equilíbrio e Expansão
- Análise de como o Estado ajuda a resolver os problemas econômicos do país e de todos os cidadãos
- O EQUILÍBRIO – o conjunto e as relações entre a demanda agregada (tudo o que se compra), a oferta agregada (tudo o que se vende), a moeda, a inflação, o emprego, o investimento e a poupança
- A EXPANSÃO - o modo como obter o funcionamento equilibrado e o desenvolvimento econômico do país
Produção → Circulação → Consumo → Repartição → Equilíbrio → Expansão
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14. OS FATORES DE PRODUÇÃO
→ Os fatores clássicos são representados pela
- TERRA ou RECURSOS NATURAIS
- elementos da natureza suscetíveis de serem incorporados às atividades econômicas (as fontes de energia, as matérias-primas e as suas possibilidades de aproveitamentos, através, por exemplo, do avanço tecnológico)
- CAPITAL
- o conjunto dos bens móveis e imóveis além do capital de investimentos e inversões como os edifícios, máquinas, equipamentos e instalações que a sociedade dispõe para efetuar a produção (estoque de capital da economia)
- o capital pode ser representado, ainda, por montantes de dinheiro que podem ser utilizados para montar um negócio
- TRABALHO
- é representado pela população economicamente ativa que compõe a força de trabalho no mercado (os indivíduos em idade para trabalhar e estão procurando emprego ou trabalhando)
Além dos fatores clássicos de produção, existem, considera-se, ainda, segundo teóricos como Adam Smith e Joseph Schumpeter, o EMPREENDEDORISMO como um quarto fator de produção, já que não adianta ter os demais fatores de produção sem ter a capacidade de “criação” do multiplicador da riqueza.
15- OS SETORES DE PRODUÇÃO
→ Os setores da produção são:
- SETOR PRIMÁRIO – que compreende a agricultura, a pecuária, a caça, a pesca, a exploração dos produtos florestais, de minas
- produzem bens de alimentação e vestuário, bem como as matérias-primas
- engloba, ainda, as grandes indústrias agrícolas (agroindústrias); as indústrias extrativas vegetais e minerais (que fornecem matérias-primas para a indústria secundária – de transformação)
- SETOR SECUNDÁRIO – que compreende as indústrias
- atua na transformação de matérias-primas para a fabricação do produto final ou de bens duráveis (intermediários)
- SETOR TERCIÁRIO – que compreende os serviços, o comércio, os transportes, o ensino, a administração pública, as atividades financeiras
- o comércio é a atividade que consiste em adquirir coisas e serviços com a finalidade de revendê-los com lucro- sem qualquer transformação
- os serviços englobam todas as formas de atividade humana útil que não consiste em produzir, extrair ou transformar matérias-primas
- os setores públicos e privados aparecem como um setor especial de atividade produtiva que possuem objetivos próprios
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16. FLUXOS ECONÔMICOS (OS MERCADOS DE FATORES E DE BENS)
→ Numa economia de mercado existem dois agentes econômicos fundamentais:
- UNIDADES PRODUTIVAS (empresas)
- unidades produtoras de bens e serviços efetuadas por pessoas jurídicas (empresas) que se utilizam dos fatores de produção (cedidos pelos seus respectivos proprietários em troca de uma remuneração – as rendas)
- os indivíduos capitalistas se agregam ao fluxo econômico de duas maneiras simultaneamente, enquanto proprietários de empresas (que produzem a riqueza) e enquanto membro da família (que consome a produção)
- UNIDADES CONSUMIDORAS (proprietários dos fatores de produção – famílias)
- que consomem os bens produzidos através do dispêndio de um valor pago pela aquisição dos mesmos (e esse dispêndio é pago pela renda gerada pelo seu fator de produção às unidades produtivas)
Fluxo Real Fluxo Monetário
Fluxo Monetário Fluxo Real
→ MERCADO DE BENS: onde se comercializa bens e serviços
- resultado: dispêndio das famílias (gastos) e pagamento dos bens consumidos
Fluxo real: a transferência das “coisas” - bens
Fluxo monetário: a transferência do valor – dinheiro
→ MERCADO DE FATORES: onde se comercializa os fatores de produção
- resultado: venda dos fatores de produção e o recebimento de rendas
- o grande agregado da renda é formado pelos salários, juros, lucros, impostos e aluguéis
Fluxo real: a transferência dos fatores de produção – como o trabalho
Fluxo monetário: a transferência do valor – os salários, por exemplo
17- OS MERCADOS
→ Para a Economia, o mercado significa uma situação de continuado ajustamento entre a oferta (possível ou realizada) de bens e serviços e a demanda (efetiva ou esperada) desses mesmos bens e serviços e a possibilidade de diversificação da produção, sem que nenhum ente econômico precise produzir todos os bens de que necessitam
UNIDADES FAMILIARES
UNIDADES PRODUTORAS
Mercado de Fatores
Mercado de Bens e Serviços
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18. A CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO (CPP)
→ A CPP é utilizada para se apresentar o problema da escassez
→ A CCP demonstra o quanto pode-se produzir de determinado bem sem que haja prejuízos na produção de outro ou mesmo se a opção de deixar de produzir um determinado bem não será mais lucrativo para a empresa ou sociedade
EX: levando-se em consideração uma empresa que produz dois bens (produtos) e está com impossibilidade de aumentar os fatores de produção (a quantidade de empregados e máquinas) por um determinado período e por motivo qualquer, a CPP demonstra quais as melhores opções ou quantidades ótimas de produção de cada bem
- pode-se produzir os dois bens sendo que a produção de um evidentemente levará à diminuição do outro ou
- se concentrar na produção daquele que é mais fácil e rápido ou lucrativo, deixando-se, temporariamente, a produção daquele que traz menos vantagens ao produtor
→ AUMENTOS NA PRODUÇÃO DE UM BEM, SE A EMPRESA ESTIVER TRABALHANDO EM PONTOS SITUADOS NA CPP, SO PODERÃO SER EFETUADAS À BASE DE DECRÉSCIMOS NA PRODUÇÃO DO OUTRO
B
5 (0 / 5)
4 (16 / 4)
A
0 16 20 (20 / 0)
Ex: produção de bolsas e sapatos de couro numa mesma empresa, com os mesmos fatores de produção
→ O CUSTO DE OPORTUNIDADE é a escolha entre as opções de produções ótimas de cada bem (a escolha pela produção do que melhor representa para o produtor de um bem em detrimento da opção por não produzir o outro)

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